Como o pedido acontece: lado a lado ou a distância
Primeiro, o detalhe que torna tudo isso possível: a sala final só se abre quando todas as lembranças foram encontradas. Não dá para pular para o fim nem ver a pergunta antes da hora, mesmo que a pessoa seja curiosa.
Cena 1: um pedido de casamento em casa. Vocês estão no sofá depois do jantar. Você entrega o celular e diz só que preparou uma coisa. Ela anda pela galeria com o joystick embaixo do polegar, abre cada quadro, ri de uma foto, se emociona com outra. Quando as portas da última sala começam a se abrir, você já está com a aliança na mão.
Cena 2: a distância. Você manda o link e combina uma chamada de vídeo. A pessoa visita o museu no próprio celular ou computador, você acompanha a reação pela tela e, quando a pergunta aparece, a resposta vem ao vivo. É um pedido de casamento online que não tem nada de improvisado: cada quadro foi escolhido para chegar até ali.

Montar a história: 5 ou 10 lembranças que crescem até a pergunta
Um pedido funciona como um bom roteiro: começa leve e vai subindo. Escolha as lembranças em ordem, do primeiro encontro até hoje, e dê a cada uma um título curto, a data e a história em duas ou três frases. Com o Essencial, são cinco quadros numa galeria.
Com o Deluxe (de seis a dez lembranças), uma segunda galeria se abre a partir da sexta. Dá para usar isso a seu favor: a primeira galeria conta como tudo começou, e a segunda vira “o próximo capítulo”, com os planos, os lugares que vocês querem conhecer e a casa que imaginam juntos.
Uma sequência de cinco lembranças que funciona bem, com o título de cada plaquinha:
- “O dia em que nos conhecemos”: onde foi e o que você pensou na hora.
- “O primeiro sim”: o pedido de namoro, o primeiro beijo ou o primeiro “eu te amo”.
- “Nós contra o mundo”: uma fase difícil que vocês atravessaram juntos.
- “Nossa casa”: a primeira chave, a primeira noite no meio das caixas.
- “Agora mesmo”: uma foto de hoje, sem pose. A história pode preparar o terreno: “E eu queria que fosse assim para sempre.”

A pergunta: como escrever (e o carrilhão do final)
Na sala final cabem um título em letras grandes e uma mensagem mais longa, assinada por você. O título é a pergunta; a mensagem é o que você diria se a voz não falhasse.
O museu tem som opcional: passos abafados, um ambiente suave e um carrilhão no final. Ele vem desligado por padrão, então, se você quer o carrilhão no momento da pergunta, peça para a pessoa ligar o som com um toque logo no começo, ou ligue você mesmo, se estiver do lado.
Algumas formas de fazer a pergunta:
- “Quer casar comigo?”: direto, clássico, impossível de entender errado.
- “Ana, aceita passar o resto da vida comigo?”: com o nome, fica ainda mais pessoal.
- “Olha para trás.”: a pergunta não está na tela, está em você, de joelhos, com a aliança.
- “Quer namorar comigo?”: para um pedido de namoro criativo online, o mesmo museu funciona com as primeiras lembranças de vocês.

Checklist antes do grande dia
Um pedido de casamento virtual depende de detalhes bobos que, no nervosismo, a gente esquece. Repasse esta lista na véspera:
- Teste no tipo de aparelho da pessoa: um celular recente mostra o museu em 3D; um aparelho antigo, sem 3D, mostra a mesma história página por página.
- Carregue o celular e feche os outros apps antes de entregar.
- Antes de pagar, a prévia grátis mostra só as duas primeiras lembranças por inteiro; as outras e a surpresa final são liberadas com o pagamento. Depois de pagar, percorra o museu inteiro até a pergunta.
- Guarde o link com cuidado: qualquer pessoa que tiver o link consegue abrir o museu. Não mande em grupo e cuidado com as notificações na tela bloqueada.
- Achou um erro de digitação depois de enviar? Corrija no editor: a mudança aparece no mesmo link.
- Combine a sua parte: onde você vai estar quando as portas se abrirem, e em que bolso está a aliança.
Outras ideias de pedido que combinam com o museu
O museu não precisa ser o pedido inteiro, e nem sempre é a melhor ideia. Sendo honesto: se a pessoa detesta telas ou prefere momentos totalmente analógicos, um bilhete escrito à mão pode emocionar mais. O museu brilha quando vocês têm fotos e histórias de sobra para contar.
Quando ele combina com vocês, funciona bem como o começo de algo maior:
- Um passeio pelos lugares de vocês: o museu mostra as fotos, e o passeio leva aos lugares de verdade, terminando no último.
- Uma viagem: a pessoa abre o museu no quarto do hotel ou num mirante, e a pergunta chega junto com a vista.
- Um jantar em casa: o museu entra no lugar da sobremesa, e a aliança, no lugar do cafezinho.


